Fabiano Padilha. (Foto: Gustavo Merolli)
Fabiano Padilha. (Foto: Gustavo Merolli)

Fabiano Padilha

Chef Revelação
Gramado
Rua Pedro Benetti, 05

Especialista em carnes e massas, o chef parrillero e chef executivo do Di Pietro é cozinheiro há mais de dez anos. Tem conhecimento no desenvolvimento de insumos regionais, execução de pratos, segurança alimentar, desenvolvimento de pessoas e gestão inteligente. Fez da gastronomia profissão pela curiosidade e pela necessidade, depois de ter recebido da mãe, cozinheira de hotel, a tarefa de preparar as refeições para os familiares na ausência dela. É natural de Caxias do Sul, autodidata na gastronomia e tem como referência e inspiração nomes como Francis Mallmann e Paula Labaki, embora tenha aprendido com a mãe muita coisa da cozinha.

Também é chamado de Chef Puff – apelido carinhoso que ganhou logo que começou a carreira no Malbec, também de Gramado, segundo ele, pelo jeito atrapalhado e carinhoso e pelo físico que tinha na época, com alguns quilos a mais. É apaixonado por esportes, pela família e pela cozinha, por tudo que venha da terra, “gosto de tudo que a nossa natureza oferece, mesmo um tradicional arroz com feijão, mas de uma forma que ninguém se arrisca a fazer”, explica.

Fabiano vive um dos seus melhores momentos na coordenação da cozinha de um dos mais tradicionais restaurantes de Gramado, o Di Pietro. “Isso não quer dizer que eu seja um ótimo cozinheiro, mas que estou conseguindo extrair de uma bela equipe todo o potencial que ela tem, fazendo a roda girar. Sem minha equipe esse momento não existiria”, revela.

A vida na cozinha, segundo ele, é um constante aprendizado e a busca por alcançar o melhor saber é diária. “É preciso respeitar os processos, o tempo das pessoas e os ingredientes. Entender as dores da cozinha é tarefa diária. Só quem começou lavando pratos para saber. É satisfatório chegar até aqui, mas é preciso entender que ainda há muito que aprender”, completa.

Fabiano também destaca a importância de aproveitar as oportunidades, segundo ele, se entregando ao propósito. “Tudo que for fazer dentro da cozinha deve fazer com a alma e coração. Isso vai ser transmitido para o prato e as pessoas vão receber a nossa energia. Nada paga a satisfação de ver um cliente saindo restaurado, melhor do que chegou”, afirma.

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