O sócio e chef do Panna Cozinha Artesanal é filho de pais que foram do ramo da gastronomia. Quando Marcelo Santos foi morar fora do país, cansado de comer comida processada, foi aos poucos aprendendo a cozinhar. De volta ao Brasil, decidiu estudar gastronomia e começou a carreira fazendo eventos para colocar em prática o que aprendia. Formou-se em 2014 na Unisinos.
Natural de Três Coroas, teve passagem por dois restaurantes durante a faculdade. Um de cozinha mediterrânea e outro de cozinha contemporânea. Ali trabalhou muito com o que gosta: carnes nobres e frutos do mar.
O conhecimento de gastronomia, segundo ele, é uma junção do que aprendeu em casa com o que trouxe da escola. “A faculdade foi onde tive o real contato com a culinária de diversas culturas do mundo, após isto tive a oportunidade de viajar por vários países e desbravar as culturas de cada um”, explica.
O Panna surgiu em parceria com o amigo Darlan Rafael dos Reis. “Trabalhávamos no setor calçadista, um com exportação e outro modelista técnico. A ideia era de abrir um café em Santa Catarina, mas surgiu a oportunidade de comprar este Restobar em Novo Hamburgo, que já estava fechado”, conta. No bistrô, apresenta pratos da cozinha europeia, asiática e brasileira.
Marcelo acredita que saber gerenciar equipes e ser um bom professor são os pontos principais para ser um bom chef de cozinha. A inspirações para criar ele traz das memórias de pratos e combinações que já provou nas viagens, sobretudo. “Geralmente eu parto de uma ideia e, junto com a equipe, vou aperfeiçoando e trazendo para a realidade do nosso restaurante.”
Ele também acredita que qualquer comida bem-feita acompanhada de um bom vinho se torna perfeita. “Muitas vezes um bom pão com azeite de oliva, sal e pimenta já é suficiente para me deixar feliz”, completa.
Para o futuro, pensa em se aperfeiçoar em alguns nichos da culinária onde vê que há espaço no Panna. “E seguir criando e indo em busca de coisas novas, para também ser exemplo e referência para a equipe.”