Formado em Gastronomia pela Unisinos e filho de pais que trabalhavam no ramo, Marcelo Santos, o chef e sócio do Panna Cozinha Artesanal começou a se interessar pela culinária quando morou fora do país, e precisou cozinhar para poder trocar a comida processada, por uma alimentação melhor. A carreira teve início fazendo eventos, para colocar em prática o conhecimento acumulado.
Depois da faculdade, Marcelo teve a oportunidade de passear pelas culturas gastronômicas do mundo. No Brasil, ainda teve experiência em dois restaurantes e dessas andanças, sobrou o gosto pelas carnes nobres e frutos do mar na hora de cozinhar.
O Panna Cozinha Artesanal foi um projeto que colocou em prática com o amigo Darlan Rafael dos Reis. Os dois eram colegas em uma empresa calçadista, onde um trabalhava com exportação e o outro como modelista técnico. O restaurante tem um menu que carrega sua assinatura, mas que está sempre em construção com a equipe, que hoje tem mais uma chef de cozinha.
Na carreira, ele não cita desafios pontuais, mas variáveis que fazem parte do negócio, como aumento de preços semanal, encontrar profissionais engajados e mantê-los, manter o padrão dos pratos. “São desafios constantes que precisam do olhar do chef de cozinha, o tempo todo, para conseguir manter a qualidade e o padrão do restaurante.” Segundo Marcelo, o chef ainda precisa ser o exemplo e referência para a equipe, sempre.
Atualmente, o foco está no Panna Cozinha Artesanal, mas ele já antecipa que estão há algum tempo trabalhando em outro projeto, previsto para acontecer em 2025. Quando o assunto é realização, ele diz que o Panna por si só já é uma realização pessoal. “É algo que não é possível mensurar”, finaliza.