Desde muito novo o William Williges, 31 anos, teve afinidades com as panelas e mal sabia ele do que o destino lhe reservava. Da cozinha da nona, dona Loide, hoje com 82 anos, traz as melhores memórias da comida colonial italiana. Nascido em Taquara, vive em Caxias há 12 anos. Em 2011 formou-se pela Escola de Gastronomia Ayres Escavone.
Gostava de explorar criativamente os alimentos, mas não via a gastronomia como um caminho, era um hobby e ainda conciliava a faculdade de Direito com emprego em restaurantes. “Minha conexão com a cozinha contemporânea surgiu após descobrir que o chef catalão Ferran Adrià, que eu admiro muito, nasceu no mesmo dia que eu, 14 de maio, a partir daí comecei a investir mais e trabalhar em diversos locais para adquirir experiência”, conta William, que deixou as leis de lado.
Em 2017, quando já havia passado por diversos restaurantes e acumulado conhecimentos, participou do MasterChef e levantou a torcida gaúcha. A vitória veio depois: eliminado do programa, William voltou a Caxias do Sul e decidiu jogar pelas próprias regras. Inaugurou o Boaz, que se tornou um dos melhores restaurantes da cidade, oferecendo ao público a experiência e a criatividade de William. “A exposição é válida, com certeza, e abriu várias portas, além de ser importante no início do Boaz, para as pessoas conhecerem mais fácil. Foi um amadurecimento bem grande, por se colocar à prova e a se testar num reality como o MasterChef”, comenta.
Com essa jornada de sucesso pela gastronomia ele faz questão de dizer que ser eleito melhor chef é um presente por todo trabalho que vem sendo feito nesses anos, mas especialmente pelos cinco anos de Boaz e pela abertura da nova casa, o Radisi Bar. “Fico muito grato por todos os amigos, clientes e equipe que de alguma forma contribuíram com a minha trajetória e com o reconhecimento desse prêmio”.
Por fim, bom destacar que William tem como temperos favoritos o alho e a manteiga, que para ele vão bem em tudo se usados com bom senso, e sua comida favorita? “Uma boa feijoada!”