A chef do Restaurante Cozinha Ana Terra é cria da casa. Nascida em São Francisco de Paula, teve o primeiro contato com a cozinha enquanto trabalhava no Parador Hampel. “Em um dia atípico, a equipe estava em plena correria, e, mesmo sem experiência, senti meu coração bater mais forte e me vi tentando ajudar. Ver cada colega dando o melhor de si e sentir a adrenalina e o orgulho do trabalho concluído foi decisivo. Naquele momento, percebi que queria fazer disso a minha vida”, conta.
Sua experiência foi adquirida principalmente ali, onde trabalhou ao lado do chef Marcos Livi e outros colegas que passaram pela cozinha. A maior parte do aprendizado, segundo ela, vem do dia a dia no Ana Terra e da interação com os chefs que participam dos eventos ali. “Ao longo do ano, tenho o privilégio de trabalhar com culinárias de diferentes partes do Brasil e do mundo. Mas não posso ignorar o papel importante da minha mãe, que sempre cozinhou com amor e sempre foi uma inspiração para mim”, revela.
Julia Reis começou na confeitaria e nos menus de sábado, como o Floresta Negra, inspirado na gastronomia alemã; e o Gringo, com toques italianos. Mas recentemente decidiu se aventurar em outras áreas, assumindo a linha de frente no fogão.
Inspirada por chefs como Rubens Catarina e Aline Carme, acredita que para ser um bom chef é preciso resiliência, dedicação e uma curiosidade insaciável. O maior desafio de sua carreira é saber respeitar o tempo de cada processo. “A gastronomia exige paciência, e é essencial entender que não podemos pular etapas.”
Quando o assunto é criação, a sua inspiração vem do cotidiano, do contato com ingredientes locais e da convivência com Marcos Livi. Nos planos para o futuro estão estudar e se aprofundar na gastronomia, buscando conhecimento em viagens e explorando novas cozinhas. “Em um futuro mais distante, sonho em comandar minha própria cozinha com uma assinatura própria”, revela.